segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Resenha do filme "O Nome Da Rosa"

Esta resenha faz referencia ao filme O NOME DA ROSA (Der Name Der Rose, 1986 - Alemanha), baseado no romance homônimo do italiano Umberto Eco. A direção do filme ficou por conta de Jean-Jacques Annaud. A adaptação conta com um elenco formidável (Sean Connery, F. Murrey Abraham, Feodor Chaliapin Jr., William Hickey, Michael Lonsdale, Ron Perlman, Christian Slater, Valentina Vargas) que nos transporta àquela realidade tão tensa e indigesta do século XIV, fazendo-nos refletir durante 02 horas e 10 minutos sobre um tão importante momento da história da cultura, da sociedade e da religião que, com certeza marcou e afetou gerações ao redor do mundo.

No final de 1327, no Norte da Itália a Igreja comandava. Possuidora do poder, governava sem piedade trazendo os mais simples aos seus pés, e mantendo-os em condições sub-humanas.
Controlavam a cultura ao ponto de impedir que as informações (contrariantes ao que a Igreja pregava) se espalhassem para que a Igreja não fosse desmascarada. Continuando com o poder sempre castigando quem ousasse adquirir conhecimento “Sofria mais quem sabia mais”, pois quem procurava investigar e conhecer através da leitura era morto logo em seguida, para que não desse tempo de espalhar as atitudes macabras que se escondiam entre os detentores da Igreja.
Até que um monge franciscano e renascentista, Guilherme Beskerville, reconhecido como um homem conhecedor do espírito humano e dos artifícios do demônio foi designado para investigar os crimes que estavam acontecendo no Mosteiro.
Guilherme e seu assistente Adson MelK, filho mais novo do Barão do Melk, começaram as investigações pela morte misteriosa do monge Adelmo de Otranta, um dos melhores desenhistas de iluminuras “seu humor e suas imagens cômicas beiravam a infâmia.”
O Livro havia sido escrito pelo filósofo Aristóteles que retratava o riso e eles achavam que um monge não deveria rir, devia ficar em silêncio, não tinha permissão de expressar seu pensamento a não ser quando fossem questionados; se desobedecessem eram punidos com mortes violentas.
Acreditavam que os livros mantidos trancados em segredo, pudessem trazer a dúvida da impossibilidade da palavra de Deus.
Insatisfeitos com as investigações de Guilherme, que comprovava a verdade sobre toda a hipocrisia do Clero, convocaram o temeroso Inquisidor Bernardo Gui considerado o mais severo da época.
Com essa mudança o cerco foi cada vez mais se estreitando, exigindo agilidade e astúcia do Guilherme e de Adson. Guilherme achava que “para comandar a natureza [...] devia aprender primeiro a obedecê-la”. Era um homem de bons sentimentos.
A verdade apareceu e vários mistérios da Igreja foram desvendados, fazendo com que esta perdesse aos poucos o seu poder desmedido e assim uma nova era foi iniciada trazendo mais tranqüilidade e liberdade ao Homem.
“Conhecereis a verdade e a verdade o libertará.”

sábado, 16 de outubro de 2010

O TERMINAL


       O Terminal, filme de 2004, estrelado por Tom Hanks e dirigido por Steven Spielberg, conta a história de um turista que ao chegar  ao EUA  percebe que seu país natal acaba de ser tomado por um golpe.
       Viktor, que não fala nenhuma palavra do idioma local, percebe que tem várias dificuldades para se encontrar neste país, onde terá que passar dias dentro do aeroporto até a liberação do seu passaporte para o ingresso naquele país.
       E é com essa história que tentaremos expor a importância da comunicação em nossas vidas.
       Com todos os fatores indo de contra o protagonista, ele vive uma experiência nova e de intensa descoberta para ele e para nós expectadores.
       Tendo a intenção de mostrar as diversas  formas de comunicação entre nós e as mais primitivas até os dias de hoje, podemos explorar todos os tipos de linguagem; sinais luminosos, que são comuns em aeroportos, imagens cedidas por monitores, onde o protagonista percebe que de fato está acontecendo algo em seu país natal, a gesticulação, quando o mesma mostra para a funcionária do chek-in  um dos formulários a serem preenchidos, a fala que mesmo em vários idiomas “códigos” é de natureza individual  e extremamente explorada como de praxe, em se tratando  de linguagem que é socialmente de fato o principal objeto do nosso estudo.
       Podemos citar alguns exemplos de cenas nas quais podemos tirar componentes da comunicação quando o personagem principal, agindo como emissor, chega ao balcão e tenta  transmitir uma informação para uma funcionária  “ receptora”,  que não compreende a fala e gestualmente  pede para ele trocar o formulário, o que se repete várias vezes para que ele possa chegar ao seu objetivo.
       A retroalimentação da mensagem passa a ser tão freqüente entre eles que um funcionário do aeroporto usa Viktor como “canal” para chegar até a funcionária do balcão mesmo com um código de mensagem diferente, conseguindo passar o referente assunto a funcionária em troca de algumas comodidades no local que de fato está residindo.
       Diante de tal situação, o personagem principal passa a fazer valer a sua cultura e inteligência expressada de várias formas, como na cena que ele com dois livros de bolso tenta comparar as duas línguas e conseguir identificar e decifrar o idioma local. Sujeito inteligente, bom censo e excelente conduta, grande exemplo de honestidade e caráter invejável a nossa civilização atual.
       E com muita paciência e insistência, passando por várias dificuldades, o protagonista consegue se comunicar  e sobreviver por vários dias dentro daquele aeroporto, no qual viveu bonitas histórias de amizade, compreensão e amor. Nesta última ele contou com a ajuda de seus novos amigos, dando um toque de romantismo em meio às dificuldades apresentadas.
       Poderíamos enfim, citar inúmeras cenas onde fica claro como é importante todo e qualquer meio de comunicação, mas com este breve resumo podemos deixar claro os componentes da comunicação e a forma como ela se coloca em meio à sociedade atual.




FIM